terça-feira, 31 de maio de 2011

Matéria escrita para a Revista Personalité- CONFIRA!


Profissional de Estética e a Responsabilidade Social
Alcione Marocolo

Resumo

O compromisso com a sociedade em que vivemos deve ser uma das preocupações dos profissionais do novo milênio. Cientes de que, só é legítimo o trabalho que é feito para e com a sociedade, propomos com este artigo, uma reflexão sobre o papel dos profissionais da beleza na construção de uma sociedade mais justa, com igualdade de oportunidades e que se preocupa com a qualidade da vida no planeta.
Palavras-chave: responsabilidade social, profissional, sociedade.
Introdução

A história da profissão de esteticistas no Brasil é bastante recente. Tem-se notícia das primeiras profissionais a externarem tal ofício há cerca de cinqüenta anos. A brevidade de sua existência, no entanto, não impediu que víssemos, nos últimos anos, um vertiginoso interesse da sociedade pelos benefícios que os recursos estéticos poderiam lhe trazer. Na panacéia de atingirem a beleza (e como conseqüência dela, a felicidade) vemos uma corrida cada vez maior aos salões de beleza e às clínicas de estética. A procura crescente por esses profissionais gerou uma valorização do enfoque social da profissão e uma vertiginosa busca por aprimoramento cultural. Muitos profissionais têm se beneficiado de tal ofício que se apresenta atualmente como uma carreira rentável e promissora. Falar em responsabilidade social para esta classe profissional emergente não é por demais precoce. É primordial reverter para a comunidade em que vivemos os benefícios dela advindos. Importante também entender que cabe a cada cidadão e a cada empresa uma parcela de comprometimento para a construção de uma sociedade mais digna e justa. “A nova postura da empresa cidadã baseada no resgate de princípios éticos e morais passou a ter natureza estratégica” (João SUCUPIRA, 2000). Tais ações fortalecem o espírito de cidadania e agregam valor à profissão de Estética frente à sociedade, o que irá se refletir em aumento de oportunidades de mercado. Vejamos a seguir como o profissional/cidadão pode contribuir para o crescimento de sua comunidade.
Interagir para Crescer

A interação dos profissionais com a sociedade é um momento de crescimento para ambos. Conhecer as necessidades e carências da comunidade em que vive torna o profissional atento à realidade à sua volta e reafirma seu compromisso de partilhar os benefícios advindos com o trabalho. Apoiar e incentivar ações que visam à inserção social das classes menos favorecidas melhora a imagem do profissional e das empresas, junto à seus clientes atuais e potencias. “Hoje, os cidadãos, cada vez mais informados e conscientes, esperam que as empresas tenham não só direitos, mas também responsabilidades para com as sociedades onde e com quem atuam” (Ibid., p. 21). Hoje em dia, cada vez mais pessoas das mais diferentes áreas tem se interessado pelo chamado Terceiro Setor, e muitas tantas gostariam imensamente de realizar projetos nessa área e não sabem como.O primeiro passo é procurar se informar a cerca de projetos bem sucedidos já realizados. A partir de experiências positivas pré-existentes podem-se produzir trabalhos originais e muito produtivos. Além disso, o profissional interessado em ingressar nesta seara deve desenvolver a sensibilidade, uma vez que lidará diretamente com a diversidade, a pobreza e a desigualdade. Também não podem faltar a perseverança, a coragem e a determinação já que muitas vezes irá se deparar com inúmeras dificuldades. É importante procurar conhecer a realidade sócio-econômica e cultural do país e as formas de melhor sustentar os projetos que pretende montar.
O bom profissional deve ter em mente que possui forte influência sobre seus clientes, fornecedores, funcionários e parceiros. Com seu comportamento ajuda a construir padrões de conduta e influencia o ambiente à sua volta. Conduzindo-se de forma ética e solidária se constitui num importante parceiro na preservação do planeta, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na busca de uma sociedade harmoniosa. “O conceito de responsabilidade social está se ampliando, passando da relação socialmente compromissada da empresa com a comunidade, para abranger todas as relações da empresa: com seus funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, concorrentes, meio ambiente e organizações públicas e estatais. Passa a ser uma forma de gestão empresarial, aplicando princípios e valores a todas as práticas e políticas da empresa” (GRAJEW, Oded.2000, p. B2).
Áreas de Atuação e Novos Projetos
Há várias áreas onde se pode atuar através de projetos humanitários. São elas: educação para a saúde, diversidade e exclusão social, meio ambiente, prevenção de doenças endêmicas, qualidade de vida, entre outras. Desde o ano de 2002, coordeno campanhas de prevenção ao câncer de mama em minha cidade e só posso dizer que o trabalho é edificante. A partir da inclusão do tema Responsabilidade Social na disciplina Ética e Legislação Profissional, no curso Tecnólogo de Estética e Imagem Pessoal, da Universidade Salgado de Oliveira-Campus Juiz de Fora/MG, estamos propondo uma reflexão ética para nossos alunos, visando o despertar de valores e atitudes que incentivem a prática da gestão socialmente responsável. A integração das idéias de nossos discentes, durante as aulas gerou projetos interessantíssimos à cerca do tema. Através de reflexões em conjunto, criamos balizadores comportamentais para a construção de uma consciência cada vez mais ética e cidadã. A seguir, listamos alguns projetos formulados pelos alunos do terceiro período, do Curso de Estética e Imagem Pessoal, turno noturno, da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), primeiro semestre de 2005. Repare que com criatividade e boa vontade muito se pode fazer para amenizar o grito dos excluídos.



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